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Centro da Mão e Microcirurgia

Este centro conta com uma equipa multidisciplinar pautada pelo rigor na avaliação clínica, conhecimento e experiência e técnicas inovadoras, prestando um serviço médico-cirúrgico diferenciado.

Patologia Degenerativa
– Síndrome do túnel cárpico
– Dedo em gatilho
– Artrose do Punho e Polegar/Rizartrose
– Mão reumática
– Sequelas de fracturas do punho
– Tendinite / tendinose
Traumatologia
– Fractura do punho
– Fractura da mão e dedos
– Lesões de tendão
– Reimplantação de membro
– Reconstrução tendinosa e articular
Microcirurgia
– Técnica microcirúrgica na cirurgia reconstrutiva
– Reconstrução nervosa
– Reimplantação
– Retalhos

Cirurgia de Ambulatório
– Internamento inferior a 24 horas
– Técnicas mini-invasivas e percutâneas
– Anestesia local ou locoregional
Artroscopia do Punho
– Reconstrução com mínima agressão
– Técnicas inovadoras
– Rápida reabilitação
Técnicas Percutâneas
– Cirurgia percutânea
– Terapêutica farmacológica dirigida
– Ecografia interventiva

Patologias:
Sindrome do túnel cárpico

O Que é o Túnel Cárpico?
É um compartimento anatómico rígido, localizado na face anterior do punho. O seu pavimento e as suas paredes são constituídos pelos ossos do carpo e o seu tecto formado em toda a extensão, por uma estrutura espessa e duríssima, o ligamento transverso anterior do carpo.

Este túnel aloja mais profundamente e junto ao seu pavimento todos os tendões flexores da mão e suas bainhas sinoviais e mais superficialmente o nervo mediano.

Durante a flexão e a extensão do punho e dos dedos, há uma excursão no interior do canal, de mais ou menos 15 mm do nervo mediano e de 50 mm dos tendões flexores dos dedos, dando origem a fricção e compressão do nervo.

As forças aplicadas no interior deste canal rígido, deformam mecanicamente o nervo mediano e interferem com o seu aporte sanguíneo segmentar.

Qualquer causa que diminua o espaço no interior do canal cárpico, cria um aumento da pressão sobre o nervo mediano.

Em condições normais a pressão a que o nervo é sujeito dentro do canal é de 2,5 mmHg.

Nas situações de estenose (aperto) do canal, os valores médios sobem para 35 mmHg e sofrem um aumento para o triplo, sempre que o punho se encontra em extensão ou flexão máximas.

As Causas e os Sintomas do Síndroma
A causa mais frequente de redução do canal cárpico e consequente compressão do nervo mediano no seu percurso neste, é a tenosinovite dos tendões dos flexores dos dedos. Mas as sequelas de fractura do rádio e dos ossos do carpo, a neuropatia diabética, a artrite reumatóide, o hipotiroidismo, são também causas com relevância.

As queixas mais frequentes associadas a este compromisso, são sem dúvida a dor no punho e mão, por vezes lembrando queimadura e ainda os formigueiros, o inchaço e a perda da sensibilidade (dedos surdos) que envolvem o polegar, o indicador, o médio e parte do anelar.

Durante o repouso nocturno estas queixas agravam-se e com frequência obrigam o doente a levantar-se, para mobilizar a mão e o punho e assim lograr algum alívio.

TRATAMENTO DO SINDROMA DO TÚNEL CÁRPICO
Conservador
Nas situações com queixas clínicas mais moderadas ou com sintomatologia intermitente, o tratamento é de carácter conservador, consubstanciado na eventualmente utilização de talas para estabilização articular do punho no período nocturno, na toma regular de anti-inflamatórios, no recurso a sessões de mesoterapia ou mesmo a infiltrações com corticoide.

Cirúrgico
Para os processos de maior agressividade das queixas clínicas e refractários a qualquer protocolo terapêutico médico, ou para os de menor compromisso clínico mas de evolução negativa no tempo com o tratamento conservador, a solução terapêutica passa por um procedimento cirúrgico.

Esta intervenção cirúrgica é efectuada sempre com anestesia local e o procedimento cirúrgico consiste no alargamento significativo do túnel, para uma ampla libertação do nervo mediano e necessitando para o efeito ser efectuada apenas, uma pequena incisão cutânea de aproximadamente dois centímetros, seguida de remoção parcial do ligamento anular anterior do carpo.

No final, o encerramento da incisão operatória é feito com três simples suturas e o doente tem alta quinze minutos após o procedimento, com a mão praticamente livre para continuar a desenvolver gestos simples da sua vida de relação.

Normalmente aos quinze dias de pós-operatório e depois de desenvolver um protocolo simples de recuperação funcional no ambiente do seu domicílio, o doente tem capacidade funcional para retomar todas as suas actividades da vida de relação e também a generalidade das de carácter laboral.

O diagnóstico de síndroma do túnel cárpico, é estabelecido fundamentalmente com base em critérios de ordem clínica e completado pela informação do electromiograma.

Salvo raras excessões, o tratamento é cirurgico e deve ser levado a efeito precocemente, de modo a não se estabelecerem sequelas neuropáticas.

Dedo em Gatilho

DEDO EM GATILHO ou DEDO EM RESSALTO
“Dedo em Gatilho”, é um problema muito frequente nos dedos da mão, mais frequentemente na mão feminina. Trata-se de um tipo de inflamação que atinge a bainha tendinosa dos flexores dos dedos, clinicamente designado de tenossinovite estenosante. Esta inflamação, acontece na zona de maior aperto ao normal deslizamento dos tendões flexores a nível da base dos dedos – polia tendinosa.

Inicialmente pode surgir apenas com dor localizada ou até um pequeno quisto - quisto da polia tendinosa, mas com o decorrer do tempo poder-se-á transformar em episódios de bloqueio à normal mobilização dos dedos – “dedo em gatilho” que causam um ressalto com audição de um estalido durante a movimentação.

O dedo em gatilho, é mais evidente no período da manhã, podendo melhorar ao longo do dia.

Numa uma fase mais avançada o bloqueio pode tornar-se permanente, havendo necessidade de o desbloquear com a outra mão, e por vezes não se desbloqueia sem cirurgia.

TRATAMENTO
O tratamento é dirigido para a fase da doença.

Na fase inicial um tratamento conservador curto, com anti-inflamatórios orais e locais associados a movimentos de reabilitação específicos. Devido à grande probabilidade de recidiva do tratamento não-interventivo, opta-mos numa fase precoce pelo tratamento cirúrgico.

O tratamento clássico é feito sob anestesia local, realizando-se uma pequena incisão na pele, onde se secciona a polia tendinosa que causa o aperto/estenose. A ferida é suturada com 1ou 2 pontos e realizada para optimizar o aspecto estético. O paciente entra e saí, sem necessidade de internamento, directamente para casa com analgesia aconselhada.

Acompanhando a evolução da cirurgia percutânea minimamente-invasiva, utiliza esta técnica, realizada através de uma agulha, também sob anestesia local, evitando a necessidade de fazer uma cicatriz, que por vezes desenvolve um aspecto pouco favorável, (dependente das características próprias do paciente) e com um período de recuperação imediato e sem necessidade de realização de penso ou qualquer imobilização.

Apesar de parecer uma cirurgia simples, as complicações podem ser graves e incapacitantes. De referir o risco de recidiva, aderências cicatriciais dos tendões ou lesão do nervo sensitivo (mais frequentes no dedo polegar e na cirurgia “aberta”).

Tendinite do punho

A tendinite no punho (pulso) é uma doença inflamatória que afeta os tendões dos músculos do antebraço. Ela gera sintomas como dor localizada no punho, sendo agravada ao realizar movimentos de rotação com as mãos. Esta não é uma emergência médica, mas também requer tratamento para evitar a complicação do quadro e evitar a cirurgia.

Tendinite da mão

Informação brevemente disponível

Doença de Dupuytren

A DOENÇA DE DUPUYTREN
A Doença de Dupuytren é uma patologia da mão, frequentemente de carácter hereditário (originalmente descrita nos guerreiros Celtas), que atinge uma camada de tecido, na região profunda da pele da mão: a fáscia palmar. Esta camada que faz a transição da pele para os tecidos mais profundos, tem uma anatomia complexa que se estende até aos dedos por bandas digitais.

Na Doença de Dupuytren, a fáscia palmar apresenta-se de maior dimensão e de consistência dura, por crescimento de um tecido fibroso. Por este motivo surgem zonas de retracção que atingem os tendões flexores e inevitavelmente provocam limitação para fazer extensão/”esticar” dos dedos. Os dedos mais atingidos na fase inicial da doença são o 4º e 5º (dedo mínimo e anelar).

A manifestação inicial é o aparecimento de nódulos ou zonas de maior dureza nas pregas da palma da mão, obrigando os dedos a dobrarem-se progressivamente, surgindo “cordas” na pele da mão, com pregas cutâneas.

É mais frequente no sexo masculino a partir dos 50 anos. Tem uma evolução contínua ou por surtos, que progressivamente limita com significado a função da mão.

Não existe tratamento para a Doença de Dupuytren, senão a cirurgia, que apesar de eficaz e com bons resultados funcionais, não evita a possibilidade de reaparecimento da doença, frequentemente nos casos de pacientes jovens.

A altura ideal para a cirurgia deverá ser precoce, logo que se verifica que esta doença está a evoluir, isto é, quando existe limitação da extensão dos dedos. Contudo existem pacientes com doença estável, que devem ser apenas vigiados.

TRATAMENTO
Geralmente a cirurgia é feita para retirar as bandas e nódulos fibróticos, que obriga à criação de uma cicatriz – “cirurgia aberta”. Trata-se de uma cirurgia delicada, necessitando de uma rigorosa selecção de tecidos a remover. A utilização de óculos ampliação permite-nos obter melhor rigor cirúrgico.

Acompanhando a evolução da cirurgia minimamente invasiva, utiliza frequentemente uma técnica percutânea, isto é, sem realização de cicatriz. Assim são realizados cortes selectivos das bandas, permitindo que não exista cicatriz e com recuperação da mobilidade da mão e dedos. Deste modo, as complicações da cicatrização da cirurgia aberta são evitados, assim como o aspecto estético da mão.

Nos últimos anos, surgiu uma nova técnica: de injecção local de uma enzima – colagenase - que desfaz as bandas e nódulos fibróticos. Contudo, não segue este método terapêutico, pois poderá originar outras complicações, como a lesão de tendões ou reacções alérgicas.

Bursite do Cotovelo

BURSITE DO COTOVELO
As bursas são pequenas formações em forma de sacos, forradas no seu interior por um tecido específico designado por sinovial, que produz uma fina camada de um líquido, o liquido sinovial. Estas, servem de "almofada", de modo a protegerem grande parte das proeminências ósseas justa articulares. Têm como objectivo amortecer forças e diminuir o atrito entre as diversas estruturas, como o osso e a pele neste caso, mas também poderá ser entre tendões ou ligamentos.

No cotovelo localiza-se uma destas almofadas, a bursa olecraniana, que fica na face posterior do cotovelo, debaixo da pele, permitindo o suave deslizamento e amortecendo os pequenos impactos.

Quando existe uma solicitação muito significativa e repetida dessa almofada ou quando é sujeita a discretos traumatismos directos de modo repetido no tempo (como estar apoiado numa mesa), podem desencadear-se fenómenos de "irritabilidade" da mesma, que se traduzem por sinais inflamatórios da membrana no seu interior. Esta “ irritação ” provoca produção excessiva do líquido dentro da almofada, com consequente aumento do seu volume e causando dor e dificuldade na mobilização do cotovelo. Ao processo de ingurgitamento e inflamação dessa almofada, dá-se o nome de bursite olecraniana – bursite do cotovelo.

Entre os indivíduos que se encontram com um maior risco de desenvolver esta bursite, estão aqueles que utilizam frequentemente o apoio do sobre superfícies duras, no caso de profissões de secretária, ao computador, e profissões que a isso obriguem os seus executantes.

TRATAMENTO
Não se trata de um compromisso preocupante já que a bursite olecraniana / do cotovelo é uma condição simples e por vezes até auto-limitada. Como principais sintomas e sinais, apresentam-se constantemente a dor, o inchaço, a vermelhidão e a maior ou menor dificuldade na flexão e na extensão Do cotovelo.

Nos casos recidivantes, poder-se-à fazer um tratamento com anti-inflamatório local injectável, e em último caso, realizar a sua remoção cirúrgica.

Fractura de dedos

FRACTURAS DE FALANGES E METACARPIANOS
As fracturas de falanges (ossos dos dedos) e as fracturas dos metacarpianos (ossos da mão) são muito frequentes, atendendo à zona anatómica com grande probabilidade de traumatismos directos.

A grande complexidade anatómica adjacente que inclui vários ligamentos e tendões, determina a necessidade de tratar as fracturas com grande rigor reconstrutivo, de modo a restaurar a normal e harmoniosa mobilidade digital.

Objectivamente, poderemos dividir as fracturas em dois grupos: fracturas sem desvio ou fracturas com desvio

Nas fracturas sem desvio, a imobilização em posição de relaxamento ligamentar 3 semanas, bastarão para a estabilidade óssea permitir mobilização total.

Nas fracturas com desvio, ou com atingimento articular, é necessário cirurgia reconstrutiva. Contudo, esta deverá ser pouco agressiva e utilizar materiais de alta qualidade estrutural de modo a permitir mobilizar imediatamente as articulações e com uma lesão mínima das estruturas anatómicas adjacentes, com é o caso dos ligamentos e bainhas tendinosas.

Os principais métodos de fixação, poderão ser fios metálicos, parafusos ou placas.

A opção é decidida atendendo ao padrão de fractura, localização anatómica, lesões cutâneas associadas e perfil do paciente.

Fruto da experiência em Centros de referência Internacionais, segue uma abordagem onde a mini-invasibilidade e reabilitação imediata ou precoce, permite obter bons resultados, minimizando as sequelas traumáticas.

Destaca-se a introdução a nível Nacional a osteossíntese, (fixação) de fracturas com parafusos canulados em falanges e metacarpianos desde 2013. Utilizando uma simples abordagem de 2-3 milímetros, consegue-se uma estabilidade imediata, que permite mobilizar sem restrição uma fractura complexa, tanto nas falanges como nos metacarpianos.

Fractura do punho / Fractura de Colles

FRACTURAS DO PUNHO
As Fracturas do punho, muitas das vezes designadas por fracturas de Colles, são muito frequentes no quotidiano após uma vulgar queda dos idosos onde o osso é frágil – osteoporótico; ou em traumatismos de grande impacto, como os acidentes desportivos, de viação ou laborais dos jovens e adultos.

As fracturas do punho originam sequelas com significado, no normal funcionamento da mão e punho, reflectindo-se com perda de mobilidade e dor crónica.

Os ossos frequentemente envolvidos são o rádio e cúbito/ulna, mas frequentemente existem lesões associadas, como lesões ligamentares e fibro-cartilaginosas, importantes para o bom funcionamento do punho, e que devem ser sempre avaliadas.

No caso das crianças, que apresentam um osso em crescimento, é importante vigiar as fracturas que atingem a cartilagem de crescimento – fise, pois este é o ponto frágil onde as fracturas acontecem, merecendo uma atenção e seguimento. Contudo, desde que bem alinhadas, geralmente curam sem sequelas. Por vezes é necessário tratamento cirúrgico, para estabilização com fios metálicos provisórios e gesso.

Nas fracturas de alta energia, existe frequente grande envolvimento articular – fracturas com vários fragmentos. Nestes casos é fundamental a sua reconstrução cirúrgica para evitar uma evolução para artrose precoce do punho.

TRATAMENTO
Na literatura, a opção pela imobilização com gesso é consensual para muitas das fracturas do punho, principalmente nos idosos. Contudo muitos dos casos não têm bons resultados: dor crónica e limitação da mobilidade. Estas situações, que infelizmente são frequentes, obrigam então a um tratamento cirúrgico de resgate, para resolver as sequelas. Estas situações surgem, pois não se valorizam as lesões ligamentares, como também se toma a decisão terapêutica através de uma radiografia. É necessário muitas vezes realizar uma TC-tomografia computadorizada, para ver todos os traços de fractura, que não são visíveis na radiografia convencional.

Contrariamente ao conceito de tratamento com imobilização gessada das fracturas do punho em idosos, a opção é muitas vezes contrária. É precisamente nas pessoas já com limitações da idade, que a incapacidade das fracturas do punho se manifesta com maior limitação, nas actividades simples diárias.

Seguindo os mais recentes meios de apoio cirúrgico, utiliza sempre o apoio da artroscopia do punho, que através de uma mini-câmara de filmar, permite controlar a perfeita reconstrução e diagnosticar e tratar as lesões dos ligamentos e cartilagem não visíveis durante a cirurgia.

É a perfeita reconstrução articular e o tratamento de lesões ligamentares são o principal factor de sucesso cirúrgico.

Após a cirurgia, geralmente é permitido que o paciente inicie a mobilização, evitando a rigidez e melhorando a dor, podendo retomar a toda a actividade no final do 1º mês; ao contrario da opção por tratamento com gesso, que muitas vezes e em doentes idosos, só se retoma ao fim de 6 meses!

Fractura do Escafóide

O Escafóide é um dos 8 ossos que faz parte do punho ou articulação rádio-cárpica. É um osso com uma forma anatómica complexa (tipo “amendoim”) e tem uma localização fundamental do punho, pois é o osso que faz a ligação entre os dois segmentos ósseos do carpo. Estas características tornam o escafoide muito importante para a harmonia da mobilidade do punho.

Atendendo à sua localização, também existe um maior risco para fractura, e qualquer alteração da normal mobilidade do punho, originará alterações degenerativas a longo prazo e consequentemente, dor crónica e perda da mobilidade.

A fractura do escafóide acontece frequentemente em jovens que fazem desporto com risco de queda, como o futebol, basquetebol, andebol, ciclismo…

O escafóide tem para os cirurgiões da mão uma grande importância. Mesmo as pequenas fracturas ( sem desvio/estáveis ) devem ser identificadas e tratadas com imobilização. Nas fracturas com desvio, existe a necessidade de reconstruir cirurgicamente a anatomia do punho, por 2 motivos:
- o risco de o osso não consolidar, isto é de “não colar”, uma vez que o escafóide tem um suporte sanguíneo frágil que é alterado com a fractura – Pseudartrose do escafóide.
- o risco do escafóide consolidar em posição incorrecta, e originar alterações na mobilidade que originará artrose precoce.

É uma fractura que pode muitas vezes passar despercebida, pois os pacientes toleram a dor durante algum tempo, inclusivamente podem-se tratar com um punho elástico/ligadura, podendo a dor passar. Mais tarde os pacientes queixam-se de “punho aberto “, perda de força ou ”craques” na mobilização; consequentemente as alterações do punho agravam-se , surgindo: artrose precoce e incapacidade.

Tanto na má consolidação, como na pseudartrose ou na artrose do punho, existe a necessidade de correcção cirúrgica, de modo a eliminar a dor, melhorar mobilidade e parar a evolução da artrose.

Procurando identificar a causa de dor no punho, e no caso de fractura do escafóide, utiliza técnicas inovadoras no tratamento das fracturas e suas sequelas, como é o apoio da Artroscopia do Punho. Esta técnica, permite controlar a fixação da fractura com um mini-parafuso nos casos agudos/recentes, mas também nas fracturas antigas/pseudartrose, onde geralmente existe necessidade de colocar enxerto ósseo suplementar para permitir ocupar a zona de fractura. Trata-se de uma cirurgia com necessidade de rigor técnico de modo a minimizar toda a agressão e com uma perfeita correcção necessária.

O tratamento cirúrgico mini-invasivo, permite por vezes a mobilidade imediata, evitando a rigidez do punho e pele sem cicatrizes.

Atendendo à taxa de sucesso elevada, é uma patologia que deve ser tratada inicialmente, e se necessário através de tratamento cirúrgico.

Lesão de tendões

LESÃO TENDINOSA
As feridas e traumatismos da mão e punho, podem originar lesões dos tendões, tanto por laceração directa, como por rotura sem ferida. Apesar de não evidentes inicialmente em pequenos cortes e feridas, as lesões tendinosas poder-se-ão manifestar mais tarde, com o aparecimento de deformidade dos dedos.

A rotura de um tendão, evidencia-se pela perda da sua função: flexão ou extensão dos dedos ou da mão/punho. Na mão e punho existem 2 funções fundamentais: extensão e flexão.

As lesões dos tendões flexores , resultam na incapacidade para fazer a flexão / ”dobrar” os dedos, tomando estes uma posição em extensão.

Nas lesões dos tendões extensores , as lesões são localizadas no dorso dos dedos/mão/punho resultando a incapacidade para fazer extensão / “esticar” os dedos, tomando estes uma posição em flexão.

Geralmente, nas feridas com secção tendinosa, é frequente existirem lesões associadas, nomeadamente de nervos e vasos sanguíneos, importantes para a viabilidade e funcionalidade da mão. Será sempre importante conhecer a anatomia, para exploração destas lesões tanto na avaliação inicial, como durante a cirurgia reconstrutiva.

TRATAMENTO – CIRÚRGICO
O tratamento das lesões tendinosas é sempre cirúrgico, devendo ser realizado em tempo útil. O ideal, será fazer a exploração seguida de reconstrução no momento da assistência, mas poder-se-á adiar até uma semana.

A cirurgia reconstrutiva tendinosa apesar de executada regularmente, é de máxima exigência e rigor técnico, de modo a minimizar as sequelas da cicatrização tendinosa, como aderências e roturas.

Para além da execução técnica, valoriza com muito relevo a reabilitação. Este é o principal factor no prognóstico de sucesso da cirurgia. Um seguimento regular da evolução, e se necessário o apoio de uma experiente equipa de reabilitação estará à sua disposição.

Quisto da mão/punho

Informação brevemente disponível

Artrose da mão / punho

ARTROSE DA BASE DO POLEGAR - RIZARTROSE
TRATAMENTO E OPÇÕES CIRURGICAS
A artrose é o processo degenerativo das articulações. O seu aparecimento é determinado tanto pela hereditariedade / fisiologia individual, como pelo desgaste nos casos de sobrecarga/movimentos repetitivos em contexto laboral ou ainda por sequelas de traumatismos antigos. Surge geralmente de modo progressivo e associado a surtos com agravamento.

Na artrose, as articulações perdem a cartilagem, a qual é responsável pela harmonia dos movimentos articulares.

A sua evolução determina uma incapacidade de movimentos da mão, dedos ou punho associado a um quadro de dor e incapacitante.

Uma das articulações do membro superior com maior incidência de artrose, é a articulação da base do polegar: Articulação trapézio-metacarpiana. Tal como o Síndrome do túnel cárpico, tem maior incidência nas mulheres, após o período de menopausa, sendo extremamente limitante e doloroso.

Inicialmente a opção pelo tratamento com analgésicos ou talas de imobilização provisórias, pode ajudar no alívio da dor, mas a evolução da doença, salvo pequena percentagem de casos, não pode ser parada, senão pelo tratamento cirúrgico. Este momento é decidido pelo paciente, a partir do momento em que deixa de realizar tarefas simples diárias, como abrir uma porta ou escrever sem incómodo.

TRATAMENTO CIRÚRGICO
A opção cirúrgica para a artrose trapézio-metacarpiana, é uma plastia/remodelação articular com enxerto tendinoso, colhido do próprio doente na zona do antebraço e sem sequelas. Assim elimina-se a dor e limitação funcional, com excelentes resultados tanto na recuperação da força de preensão como na “pinça” do polegar.

Trata-se de uma cirurgia feita em ambulatório, podendo o doente ir para sua casa no mesmo dia. Para isso utilizamos anestesia do nervo periférico ou uma sedação curta. É uma operação simples para o doente, apesar da exigência na técnica cirúrgica e nos cuidados no pós-operatório que a complementam.

O resultado final é bastante satisfatório em quase todos os doentes. A recuperação poderá ir até às 6 semanas.

Outra das opções cirúrgicas é a colocação de uma prótese metálica, tal como acontece na anca e joelho. Contudo estas próteses têm uma semi-vida curta e relevante taxa de falência. Associadamente ao seu custo elevado, consideramos apenas a sua colocação em doentes de maior faixa etária e de baixa actividade de esforço.

Nos doentes mais jovens, quando se prevê a necessidade de actividade de esforço, a opção mais correcta será a artrodese/fusão entre os ossos com artrose.

Como inovação no tratamento da artrose trapézio-metacarpiana, iniciou-se a realização desta cirurgia por via artroscópica desde 2014 - Artroscopia da articulação trapézio-metacarpiana, utilizando um enxerto tendinoso criopreservado. Este método permite uma mini-agressão cirúrgica, rápida recuperação e menor taxa de complicações cutâneas. A utilização de um tendão criopreservado, permite com total segurança e bio-compatibilidade evitar a utilização de um tendão do próprio paciente

No futuro é provável que a terapêutica de substituição ou cultivo de biotecidular, poderá revolucionar a cirurgia da artrose.

Lesão da unha

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Lesão de nervo

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Dormência da mão/dedos

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Entorse punho / mão

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Artroscopia do punho

ARTROSCOPIA DO PUNHO E MÃO
Acompanhando as inovações em técnicas mini-invasivas, utiliza-se frequentemente a cirurgia assistida por vídeo desde 2013 -Artroscopia da mão e punho. Apesar das pequenas dimensões das articulações da mão, a artroscopia é cada vez mais o método de selecção em muitos procedimentos cirúrgicos (à semelhança do que acontece no joelho, ombro e tornozelo).

As melhorias do instrumental técnico, como as mini-câmaras de vídeo, permitiram o acesso a pequenas e complicadas articulações da mão e punho. Paralelamente foram desenvolvidos instrumentos para se poder “operar dentro do punho”, os quais alargaram amplamente a possibilidade de cirurgia que há uns anos atrás seriam impossíveis. A artroscopia permitiu também compreender mais rigorosamente as características de várias patologias do punho, algumas ainda não completamente esclarecidas, pois utiliza a amplificação e alta definição na imagem.

É de referir a sua utilização em com maior frequência:
- Fracturas do punho: controlo e apoio na perfeita reconstrução articular; identificação de lesões articulares associadas – cartilagem, fibrocartilagem triangular do carpo ou roturas ligamentares importantes na estabilidade do punho : Ligamento Escafo-semilunar ou ligamento Luno-piramidal.
- Artrose do polegar: tratamento da rizartrose com utilização de enxerto tendinoso
- Artrose do punho: reparações de ligamentos e cartilagem
- Quistos sinoviais do punho: tratamento do quisto e mecanismo de sua produção
- Fracturas do escafoide e suas complicações: controlo de reconstrução e aplicação de enxerto ósseo nos casos de não consolidação.
- Lesões ligamentares incapacitantes do polegar – Lesão de Stener: reconstrução ligamentar.

Consideramos que o domínio da técnica cirúrgica artroscópica deve ser uma apetência do Cirurgião da Mão.

Epicondilite

A epicondilite ou ténis elbow é uma situação clinica que não aparece só em praticantes deste desporto.

Qualquer outra actividade com utilização repetitiva dos músculos extensores do punho e dedos, como no caso dos operários fabris, das secretárias, das tricotadeiras manuais, das donas de casa, dos trabalhadores rurais, pode dar origem ao aparecimento do chamado cotovelo do tenista. Neste processo não é propriamente a articulação do cotovelo que sofre a lesão. O uso repetido e com grande tensão, destes músculos do antebraço, que partem da face externa do cotovelo até ao punho e dedos, provoca lacerações minúsculas na área de inserção proximal dos mesmos na face externa do cotovelo ou seja no epicondilo.

QUAIS OS PRINCIPAIS SINTOMAS DA EPICONDILITE?
A epicondilite normalmente começa como uma ligeira impressão dolorosa, geralmente localizada na face externa do cotovelo e que se estende pelo terço proximal da face externa do antebraço. Se se continuar a usar o antebraço em sobrecarga repetitiva, a zona magoada torna-se bastante dolorosa quer no repouso quer ao toque e a dor pode irradiar para baixo, chegando por vezes quase até ao punho. Levantar qualquer coisa, especialmente com o antebraço estendido, torna-se muito doloroso e quase impossível, mesmo para pesos não muito elevados. Gestos como o de abrir a maçaneta de uma porta, tornam-se impossíveis.

Para se ter a certeza de que se trata efectivamente de epicondilite, o médico pode pedir ao doente para flectir o antebraço, em relação ao ombro, como para " fazer musculo " e depois endireitá-lo, em sentido externo, com a palma da mão virada para cima. Se existir um processo de epicondilite, surge dor logo que o antebraço se estica. Flectir o punho para cima, a partir desta posição, é igualmente doloroso.

O QUE PODEMOS FAZER PARA ANULAR A EPICONDILITE?
É importante parar de imediato a actividade e não a retomar até que a dor tenha desaparecido completamente. Isto pode muito frequentemente demorar várias semanas, mas no entanto o repouso é o melhor tratamento. Uma tala rígida para o punho, limitando a dorsiflecção e facilmente disponível no mercado, pode ajudar a manter em repouso os músculos lesados. Para além disso deve usar-se o antebraço magoado o menos possível e dar-lhe tempo suficiente para que se cure.

Para aliviar a dor, pode aplicar-se gelo na área magoada durante 20 minutos, pelo menos duas a três vezes por dia. Este procedimento deve ser feito durante vários dias seguidos e até haver melhoria com consistência. A massagem da zona magoada pode igualmente ser útil por aumentar a circulação sanguínea nos músculos lesionados. Tomar um anti-inflamatório não esteroide (apenas por indicação do ortopedista) reduz a dor e a tumefacção. Não infrequentemente poderá também haver a necessidade de se levar a efeito uma ou duas injecções na zona comprometida, com um anestésico local e com betametasona, já que os resultados são bastante duradouros. Lenta e cuidadosamente, deve então começar-se a fazerem-se pequenos exercícios para melhorar a força muscular.

Para evitar problemas futuros, deve considerar-se sempre a possibilidade de se ter lições com um professor para se melhorar a técnica, quando a lesão se relaciona com a prática de desporto (ténis), mas só depois da dor ter desaparecido completamente.

Os exercícios de reforço muscular aumentam a flexibilidade e a resistência dos músculos lesionados, mas devem ser imediatamente interrompidos quando fazem reaparecer a dor. Se isso não suceder, estes exercícios devem ser feitos regularmente.

Por vezes uma banda de compressão em velcro, colocada no antebraço imediatamente abaixo do cotovelo (três dedos), ajuda a proteger a inserção dos músculos epicondilianos, da grande tensão repetitiva, quando se reinicia o trabalho ou até mesmo a prática desportiva.

TRATAMENTO CIRÚRGICO
Nas situações recorrentes e ou refractárias ao tratamento médico conservador descrito, há necessidade de se recorrer ao tratamento cirúrgico.

Este desenvolve-se em ambiente de "cirurgia de dia", com utilização de anestesia loco-regional. A recuperação funcional, tem em média um período de 21 dias e os resultados definitivos são excelentes.

No entanto, antes de se tentarem tratar a si próprios, os doentes devem procurar um médico ortopedista, de modo a terem a certeza de que se trata de uma epicondilite e não de outra afecção.

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